Notícias

Faixas de renda do Minha Casa Minha Vida: conselho aprova novos tetos

Postada em 24/03/2026 às 16:19:45
Faixas de renda do Minha Casa Minha Vida: conselho aprova novos tetos

Com a medida, faixas de renda agora vão de R$ 3,2 mil a R$ 13 mil; valor máximo de imóveis financiados pelas faixas 3 e 4 também foi atualizado

Recursos do Fundo Social do Pré-Sal vão subsidiar a medida
O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira, 24, o aumento do teto de renda para todas as faixas do Minha Casa Minha Vida e também elevou o valor dos imóveis que podem ser financiados pelo programa. Esse era o último passo antes de as mudanças poderem entrar em vigor.

Veja como ficam as faixas do programa a partir de agora:
Faixa 1: famílias com renda de até R$ 3.200 (anteriormente, até R$ 2.850)
Faixa 2: famílias com renda de até R$ 5.000 (de R$ 4.700)
Faixa 3: famílias com renda de até R$ 9.600 (de R$ 8.600)
Faixa 4: famílias com renda de até R$ 13 mil (de R$ 12 mil)


A decisão ainda incluiu uma nova subfaixa dentro da categoria 1, com taxa de juros de 4,5%. Agora, a primeira faixa do programa possui juros de 4% a 4,5%, de acordo com a renda. Confira:

Até R$ 2.160: taxa de juros de 4%
De R$ 2.160 a R$ 2.850: taxa de juros de 4,25%
De R$ 2.850 a R$ 3.200: taxa de juros de 4,5%

Considerando as contratações realizadas em 2025, a medida teria o impacto de beneficiar 87,5 mil famílias com redução na taxa de juros, segundo estimativa do Ministério das Cidades.

Os recursos virão do Fundo Social do Pré-Sal que, segundo o governo, tem R$ 30,9 bilhões disponíveis para o programa, entre valores aprovados para 2026 e restos a pagar (valores que sobraram, sem execução orçamentária) de 2025.

Também foi aprovado o aumento dos valores máximos dos imóveis que são financiados nas faixas 3 e 4 do programa. Veja:

Faixa 3: teto de imóvel passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil
Faixa 4 (também chamada de faixa "classe média"): teto de imóvel passa de R$ 500 mil para R$ 600 mil

A medida foi antecipada em janeiro pelo ministro das Cidades, Jader Filho, e depois oficializada em março. Faltava a aprovação pelo Conselho do FGTS, confirmada nesta terça (24).

Na reunião, foram apresentadas algumas estimativas sobre como a ampliação dos tetos do Minha Casa Minha Vida vai aumentar a capacidade de financiamento das famílias. Confira alguns cenários:

Família com renda de R$ 3,1 mil em Feira de Santana (Bahia): sai da Faixa 2 para a Faixa 1 e passa a pagar juro de 4,5% (ante 4,75%). Pode financiar imóvel de até R$ 163.759, um aumento de capacidade de pagamento de R$ 5,2 mil em relação ao cenário anterior
Família com renda de R$ 4,9 mil em Belém (Pará): sai da Faixa 3 para a Faixa 2 e passa a pagar juro de 6,5% (ante 7,66%). Pode financiar imóvel de até R$ 202.763, um aumento de capacidade de pagamento de R$ 24,1 mil em relação ao cenário anterior
Família com renda de R$ 9,2 mil em Uberlândia (Minas Gerais): sai da "classe média" para a Faixa 3 e passar a pagar juro de 7,66% (ante 10%). Pode financiar imóvel de até R$ 335.423, um aumento de capacidade de pagamento de R$ 67,9 mil em relação ao cenário anterior
Família com renda de R$ 12,5 mil em Curitiba (Paraná): sai de financiamento pelo SBPE (fora do Minha Casa) para a faixa "classe média; passa a pagar juro de 10% (de 10,92%). Pode financiar imóvel de até R$ 363.511, um aumento de capacidade de pagamento de R$ 27,7 mil em relação ao cenário anterior

Ajustes anteriores no programa
Em dezembro, o Conselho do FGTS já havia aprovado outro ajuste no teto para a venda de imóveis - na ocasião, para as faixas 1 e 2 do programa. Para a Faixa 1, em regiões metropolitanas com população superior a 750 mil habitantes, o limite foi ampliado de R$ 255 mil para R$ 270 mil. Nas capitais regionais, o valor subiu de R$ 250 mil para R$ 260 mil. Nos municípios com população entre 300 e 750 mil habitantes, o teto para financiamento em metrópoles e capitais foi reajustado de R$ 245 mil para R$ 255 mil.

 

Fonte: Portas - O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS SOBRE O MERCADO IMOBILIÁRIO

Compartilhar:

Vamos conversar!